Categoria: Enochiano
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Introdução

As quatro tábuas enoquianas são o coração operativo do sistema de John Dee e Edward Kelley. Se o Sigilo de Ameth é o centro cosmológico do sistema e a língua enochiana é sua voz, as tábuas são seu mapa - a estrutura geométrica que organiza todas as hierarquias angelicais em uma forma visual que pode ser lida, trabalhada e ativada pelo operador.

Cada tábua é uma grade de letras - 12 colunas por 13 linhas - que contém dentro de si dezenas de nomes angélicos organizados em hierarquias precisas. A disposição das letras não é aleatória: cada posição foi transmitida letra por letra durante as sessões de scrying de Dee e Kelley, e diferentes padrões de leitura dentro da mesma grade revelam diferentes entidades e diferentes níveis de força.

Para o praticante que se aproxima do sistema enochiano pela primeira vez, as tábuas podem parecer intimidadoras - e com razão. Sua complexidade interna é considerável. Mas essa complexidade é também o que torna o sistema tão poderoso: as tábuas codificam uma cosmologia inteira em uma forma que, uma vez compreendida, permite ao operador navegar por cada nível do cosmos angélico com precisão.

Este artigo examina as quatro tábuas em detalhe - sua função dentro do sistema, a estrutura interna que o praticante precisa compreender, os métodos de construção disponíveis para o praticante moderno, e o protocolo de consagração que transforma uma grade de letras em um instrumento ritual ativo.


1. As quatro tábuas - o mapa elementar do cosmos enochiano

As quatro tábuas correspondem aos quatro elementos clássicos e aos quatro pontos cardeais - uma correspondência que situa o sistema enochiano dentro da tradição mais ampla de cosmologia ocidental, onde os quatro elementos são as forças básicas que constituem o mundo manifesto.

Tábua do Ar - Leste

A Tábua do Ar é posicionada no leste do espaço ritual - a direção do nascer do sol, do início, do primeiro sopro. Os anjos desta tábua governam as forças do elemento ar: comunicação, pensamento, movimento, transmissão de conhecimento, viagem e tudo o que se move entre dois pontos.

O nome divino que governa o quadrante do Ar é ORO IBAH AOZPI - derivado das letras da Grande Cruz desta tábua. Esse nome é a autoridade suprema sobre todos os anjos do Ar dentro do sistema enochiano.

Tábua da Água - Oeste

A Tábua da Água corresponde ao oeste - a direção do pôr do sol, da introspecção, do inconsciente e da profundidade emocional. Os anjos desta tábua governam as forças do elemento água: emoção, cura, purificação, visão interior, sonhos e tudo o que flui.

O nome divino do quadrante da Água é MPH ARSL GAIOL.

Tábua da Terra - Norte

A Tábua da Terra corresponde ao norte - a direção da estabilidade, do material, do manifesto. Os anjos desta tábua governam as forças do elemento terra: riqueza material, saúde física, estabilidade, crescimento, proteção do lar e tudo o que tem corpo e substância.

O nome divino do quadrante da Terra é MOR DIAL HCTGA.

Tábua do Fogo - Sul

A Tábua do Fogo corresponde ao sul - a direção do calor, da transformação, da vontade e da ação. Os anjos desta tábua governam as forças do elemento fogo: transformação, purificação pelo fogo, vontade, ação decisiva, destruição do que impede o avanço e tudo o que muda de estado.

O nome divino do quadrante do Fogo é OIP TEAA PDOCE.


2. A estrutura interna de cada tábua

A riqueza do sistema enochiano está na estrutura interna das tábuas - é aqui que o sistema se torna genuinamente complexo e genuinamente poderoso.

A Grande Cruz

Cada tábua é dividida em quatro quadrantes por uma grande cruz central - uma linha horizontal (a Linea Patris, Linha do Pai) e uma linha vertical (a Linea Filii, Linha do Filho) que se cruzam no centro. Essa cruz divide a tábua em quatro sub-quadrantes, cada um governado por um sub-elemento.

As letras que compõem a Grande Cruz contêm os nomes das hierarquias mais elevadas daquela tábua - os nomes divinos e os nomes dos Reis e Seniores que governam o elemento inteiro.

Os três Nomes Divinos

Da linha horizontal da Grande Cruz (a Linea Patris) são derivados os três Nomes Divinos de cada tábua - cada um com 3, 4 ou 5 letras, dependendo de como a linha é segmentada. Esses nomes são a autoridade suprema sobre a tábua inteira e são os primeiros a serem invocados em qualquer operação com aquela tábua.

Na Tábua do Ar, por exemplo, os três Nomes Divinos ORO, IBAH e AOZPI governam toda a hierarquia do elemento ar. Invocar esses nomes é invocar a autoridade máxima do quadrante - equivalente, na lógica do sistema, a invocar os Nomes Divinos hebraicos no sistema solomônico.

Os seis Seniores

Da Grande Cruz são derivados também os nomes dos seis Seniores - entidades angélicas de hierarquia muito elevada que são análogas aos anciãos do Apocalipse de João. Cada tábua tem seis Seniores, e seus nomes são lidos da Grande Cruz em padrões específicos.

Os Seniores representam as forças planetárias dentro de cada elemento - cada Senior corresponde a um dos seis planetas tradicionais (excluindo o Sol, que é governado pelo Rei da tábua). Isso cria uma integração entre o sistema elementar das tábuas e o sistema planetário tradicional da astrologia.

Os quatro sub-quadrantes

Cada quadrante da tábua - criado pela divisão da Grande Cruz - é um sub-elemento. Na Tábua do Ar, por exemplo:

  • Sub-quadrante superior esquerdo: Ar do Ar (pura comunicação, pensamento abstrato)
  • Sub-quadrante superior direito: Água do Ar (emoção na comunicação, empatia)
  • Sub-quadrante inferior esquerdo: Terra do Ar (manifestação prática do pensamento)
  • Sub-quadrante inferior direito: Fogo do Ar (vontade na comunicação, comando)

Cada sub-quadrante contém suas próprias hierarquias - o que cria 16 sub-elementos no total das quatro tábuas, cada um com anjos específicos para funções específicas.

A Cruz Calvária de cada sub-quadrante

Dentro de cada sub-quadrante existe uma pequena cruz - a Cruz Calvária - que funciona como uma versão em miniatura da Grande Cruz. As letras da Cruz Calvária contêm os nomes dos anjos governantes daquele sub-quadrante específico.

Acima da Cruz Calvária estão as letras dos Kerubins - anjos poderosos que são os guardas do sub-quadrante. Abaixo e ao redor estão as letras dos anjos serventes - entidades que executam trabalhos específicos dentro do domínio do sub-quadrante.

A leitura dos nomes

Ler os nomes dos anjos a partir da grade de letras das tábuas requer conhecimento das regras de leitura do sistema - que variam conforme a posição e a hierarquia da entidade buscada. Alguns nomes são lidos horizontalmente, outros verticalmente; alguns da esquerda para a direita, outros de cima para baixo; alguns combinam letras de diferentes linhas e colunas.

Essa complexidade de leitura é parte do que torna o sistema enochiano tecnicamente exigente - e é também o que o torna tão preciso. Cada padrão de leitura revela um anjo de hierarquia e função específicas, permitindo ao operador acessar exatamente o nível de força que sua operação requer.


3. A Tábua de Uniões - a quinta tábua

Além das quatro tábuas elementais, existe uma quinta tábua menor - a Tábua de Uniões (Tabula Bonorum, Tábua dos Bons) - que governa as interações entre os quatro elementos.

A Tábua de Uniões é uma grade muito menor - 4 linhas por 5 colunas - posicionada no centro do arranjo das quatro tábuas. Cada linha da Tábua de Uniões corresponde a um dos quatro elementos e contém as letras que governam a relação desse elemento com os outros três.

Na prática, a Tábua de Uniões é invocada antes das tábuas elementais - ela estabelece a unidade subjacente dos quatro elementos e prepara o espaço para o trabalho com qualquer um dos quatro quadrantes. É o equivalente funcional de uma invocação de abertura que situa o operador no centro do cosmos elementar antes de direcionar-se a um elemento específico.


4. As versões das tábuas - original de Dee versus revisada

Um ponto técnico que o praticante precisa compreender antes de construir suas tábuas: existem duas versões das tábuas, e elas não são idênticas.

A versão original (1584)

A primeira versão das tábuas foi recebida por Dee e Kelley em 1584, durante as sessões na Europa continental. Essa versão - frequentemente chamada de "tábuas originais" ou "tábuas de 1584" - é o material que Dee registrou diretamente das sessões de scrying.

A versão revisada (1587)

Em 1587, o anjo Raphael (segundo os diários de Dee) transmitiu uma versão revisada das tábuas - com algumas letras em posições diferentes da versão original. Dee registrou essa revisão, mas parece não ter ficado completamente certo sobre qual versão era a "correta".

Qual usar

A Golden Dawn usou a versão revisada de 1587 em sua sistematização do sistema enochiano - e essa é a versão mais amplamente disponível em publicações modernas. Praticantes dee-puristas tendem a preferir a versão original de 1584, argumentando que a revisão pode ter sido uma interferência ou um erro.

Para o praticante iniciante no sistema enochiano, a recomendação mais comum é começar com a versão revisada (1587), que é a mais documentada e a mais trabalhada na tradição moderna - e depois estudar as diferenças com a versão original à medida que sua compreensão do sistema se aprofunda.


5. Construção das tábuas - materiais e métodos

A construção das tábuas enoquianas é o primeiro passo material no trabalho com o sistema - e merece a mesma atenção que a construção de qualquer instrumento ritual de importância.

O que Dee construiu

Os diários de Dee descrevem tábuas pintadas sobre superfícies planas - provavelmente em madeira ou em pergaminho montado sobre madeira - com as letras inscritas em tinta dentro de grades desenhadas com precisão. As cores especificadas pelos anjos para as tábuas incluem vermelho, azul, verde e preto para os diferentes elementos e hierarquias.

MDF gravado a laser

Para o praticante moderno, a gravação em MDF de alta qualidade oferece a melhor combinação de precisão e durabilidade. As 156 letras de cada tábua (12 x 13) podem ser gravadas com exatidão que supera o que qualquer calígrafo humano poderia produzir à mão - e a durabilidade do MDF garante que as tábuas manterão sua integridade por anos de uso.

A A Papisa produz tábuas enochianas em MDF gravado a laser de alta precisão, com as letras e grades reproduzindo fielmente a disposição dos diários de Dee. Os tamanhos disponíveis atendem tanto ao uso pessoal de mesa quanto ao uso em espaços rituais maiores.

Pintura e cores

As cores das letras nas tábuas têm significado operativo - não são decorativas. O sistema de cores mais amplamente usado (desenvolvido pela Golden Dawn) atribui:

  • Letras da Grande Cruz: branco sobre fundo dourado
  • Letras dos Seniores: cores planetárias correspondentes
  • Letras dos Kerubins: cores elementais do sub-quadrante
  • Letras dos anjos serventes: cores complementares ao sub-quadrante

Para praticantes que trabalham com o sistema de Dee (não o da Golden Dawn), o esquema de cores é mais simples - frequentemente preto sobre fundo branco, com as Grandes Cruzes destacadas em vermelho.

A recomendação prática para o praticante que está iniciando: começar com tábuas em preto e branco (ou gravadas em MDF sem pintura adicional) e adicionar cores à medida que a compreensão do sistema de correspondências se aprofunda.

Construção pelo operador versus aquisição

A tradição de Dee - conforme registrada nos diários - prescreve que o operador construa seus próprios instrumentos rituais. O ato de inscrever cada letra, uma por uma, na posição correta da grade é uma forma de meditação operativa que familiariza o operador com a estrutura da tábua de uma maneira que nenhum estudo teórico substitui.

Para praticantes que não têm habilidade manual para a construção precisa, adquirir tábuas produzidas por artesãos que compreendem o sistema - como as tábuas em MDF gravado a laser - é uma alternativa que preserva a precisão das inscrições sem comprometê-la pela limitação técnica do operador.

Em qualquer caso, a consagração das tábuas é o que as transforma de objetos em instrumentos - e a consagração é sempre realizada pelo próprio operador.


6. Disposição ritual das tábuas

As quatro tábuas elementais são posicionadas no espaço ritual de acordo com seus pontos cardeais correspondentes:

  • Tábua do Ar - parede ou suporte leste
  • Tábua da Água - parede ou suporte oeste
  • Tábua da Terra - parede ou suporte norte
  • Tábua do Fogo - parede ou suporte sul

A Tábua de Uniões é posicionada no centro do arranjo - tipicamente sobre a Mesa de Prática, junto com o Sigilo de Ameth e a pedra de visão.

Essa disposição cria um espaço ritual onde o operador está literalmente no centro do cosmos enochiano - cercado pelas quatro forças elementais em seus quatro quadrantes, com a pedra de visão e o Sigilo de Ameth como o ponto focal de comunicação no centro.

A disposição correta das tábuas é operativamente significativa: trocar a posição de duas tábuas é misturar as correspondências elementais do espaço, o que compromete qualquer operação que dependa dessas correspondências para sua precisão.


7. Consagração das tábuas

A consagração das tábuas é o ritual que as transforma de grades de letras em instrumentos ativos dentro do sistema enochiano. Sem consagração, as tábuas são material de estudo - com consagração, são pontos de acesso ao cosmos angélico.

Preparação do operador

O operador deve estar familiarizado com a pronúncia da língua enochiana - especialmente os nomes divinos das tábuas e as chamadas enochianas básicas - antes de iniciar a consagração. Consagrar tábuas sem capacidade de pronunciar corretamente os nomes que elas contêm é um exercício incompleto.

A purificação do operador segue os protocolos padrão: banho ritual, vestes limpas, banimento do espaço (LBRP ou equivalente enochiano).

Estrutura da consagração

Etapa 1 - Abertura e banimento. O operador estabelece o espaço ritual com seu método de banimento preferencial. Se já trabalha dentro do sistema enochiano, usa as chamadas enochianas para essa abertura; se vem de outra tradição, o LBRP é adequado como abertura geral.

Etapa 2 - Invocação dos nomes divinos da Tábua de Uniões. O operador invoca os nomes divinos da Tábua de Uniões - que governam a unidade dos quatro elementos - para estabelecer o quadro cosmológico dentro do qual a consagração das tábuas individuais vai ocorrer.

Etapa 3 - Consagração de cada tábua individualmente. O operador se volta para cada direção cardeal e consagra a tábua correspondente, invocando sequencialmente:

  • Os três Nomes Divinos da tábua
  • O nome do Rei da tábua
  • Os seis Seniores
  • Os Kerubins dos quatro sub-quadrantes

Para cada nome invocado, o operador pronuncia o nome em voz alta - vibrando-o, na terminologia ritual - e direciona sua atenção para a posição desse nome dentro da grade da tábua. Esse processo de vibração + visualização é o que ativa cada nível hierárquico da tábua.

Etapa 4 - Consagração da Tábua de Uniões. Após as quatro tábuas terem sido consagradas individualmente, o operador retorna ao centro e consagra a Tábua de Uniões - unificando as quatro consagrações em um único sistema operativo.

Etapa 5 - Fechamento. O operador encerra com agradecimento às forças invocadas e banimento final.

Periodicidade

As tábuas não precisam ser reconsagradas a cada uso - uma consagração bem executada é suficiente para um período longo de trabalho. No entanto, se as tábuas ficam sem uso por períodos extensos (meses), uma reconsagração é recomendada antes de retomar o trabalho.


8. O trabalho operativo com as tábuas - visão geral

Uma vez consagradas e posicionadas no espaço ritual, as tábuas são usadas de múltiplas formas dentro do sistema enochiano:

Invocação de anjos específicos

O operador identifica o anjo adequado para o objetivo de sua operação - usando a estrutura hierárquica da tábua para selecionar o nível correto (Nome Divino, Senior, Kerubim, servente) e o sub-elemento correto. Invoca o anjo seguindo a cadeia hierárquica: Nome Divino primeiro, depois Rei, depois Senior ou Kerubim, depois o anjo específico.

Scrying com foco em uma tábua

O operador direciona sua sessão de scrying para uma tábua específica - invocando os nomes daquela tábua e focando sua visão na pedra de scrying com a intenção de acessar as forças daquele elemento. Essa abordagem produz visões e comunicações relacionadas ao elemento em questão.

Operações de equilíbrio

Trabalhando com duas ou mais tábuas em uma única operação - especialmente tábuas de elementos complementares (Ar e Terra, Fogo e Água) - o operador pode criar operações de equilíbrio que integram forças de diferentes qualidades em um resultado único.

Preparação para o trabalho com os Aethyrs

O trabalho com as tábuas elementais é frequentemente considerado preparatório para o trabalho com os Aethyrs - os 30 planos de existência que compõem a dimensão mais avançada do sistema enochiano. As tábuas estabelecem a base elementar; os Aethyrs levam o operador além dos elementos, para níveis de existência que transcendem a divisão quaternária.


9. Erros mais comuns no trabalho com as tábuas

Usar a versão errada das tábuas sem saber. As diferenças entre a versão de 1584 e a de 1587 são reais e afetam quais nomes de anjos são derivados das grades. O praticante precisa saber qual versão está usando e por quê.

Pronunciar os nomes enochianos sem estudo prévio. A pronúncia da língua enochiana segue regras específicas que diferem do inglês, do português e da maioria das línguas europeias modernas. Pronunciar por adivinhação compromete a vibração dos nomes.

Posicionar as tábuas na direção errada. Trocar a posição de duas tábuas - colocar a Tábua do Ar no oeste, por exemplo - mistura as correspondências elementais de todo o espaço ritual.

Tentar trabalhar com sub-quadrantes sem compreender a hierarquia. O sistema é hierárquico - os Nomes Divinos governam os Reis, que governam os Seniores, que governam os Kerubins, que governam os serventes. Invocar um servente sem ter invocado primeiro a cadeia de autoridade acima dele é trabalhar fora da estrutura do sistema.

Construir as tábuas sem verificar cada letra. Um erro de uma única letra na grade de 156 posições altera os nomes que podem ser derivados daquela tábua - e portanto altera os anjos que estão sendo trabalhados. A verificação meticulosa é indispensável.


Conclusão

As tábuas enoquianas são o instrumento mais complexo e mais rico do sistema de John Dee - e um dos instrumentos mais elaborados de toda a tradição cerimonial ocidental. Sua construção exige atenção; sua consagração exige estudo; seu uso operativo exige treinamento progressivo que se desenvolve ao longo de meses e anos.

Mas o operador que dedica a atenção necessária a cada uma dessas etapas - construção precisa, consagração correta, estudo progressivo das hierarquias internas - tem acesso a um sistema de trabalho angélico de precisão e profundidade que poucos outros sistemas na tradição ocidental podem igualar.


Referências para aprofundamento

  • Geoffrey James (ed.), The Enochian Evocation of Dr. John Dee (1984) - diários de Dee com foco nas tábuas e sua recepção
  • Lon Milo DuQuette, Enochian Vision Magick (2008) - introdução prática ao sistema com atenção especial às tábuas
  • Israel Regardie, The Golden Dawn (1937) - sistematização das tábuas no contexto da Golden Dawn
  • Donald Laycock, The Complete Enochian Dictionary (1978) - referência linguística e tabular do sistema enochiano
  • Dean F. Wilson, Enochian Magic in Theory (2012) - estrutura interna das tábuas e métodos de leitura
  • Benjamin Rowe, A Short Course in Scrying the Enochian Tablets - guia prático dee-purista para o trabalho com as tábuas
  • Aaron Leitch, The Essential Enochian Grimoire (2014) - guia operativo com análise das duas versões das tábuas

Este artigo faz parte da série sobre Enochiano do blog da A Papisa. Para explorar as Tábuas Enochianas e o Sigilo de Ameth em MDF gravado a laser de alta precisão - visite nossa loja em apapisa.com.br